João Carlos de Oliveira
J. B. Scalco/ Veja
28/5/1954, Pinhamonhangaba, SP – 29/05/1999, São Paulo, SP
Medalha de bronze em Montreal (1976) e Moscou (1980) no salto triplo
João Carlos de Oliveira, ou simplesmente João do Pulo, teve uma infância difícil. Filho de família pobre e numerosa, contraiu uma tuberculose logo aos cinco anos de idade. Mesmo com esse problema, conseguiu desenvolver um tipo físico alto e esguio na adolescência. Nessa época, praticava vôlei e basquete, mas por influência de um professor de Educação Física, especializou-se no salto em distância e no salto triplo.
Durante o Troféu Bandeirantes, João chama a atenção do treinador Pedro Henrique de Toledo, o Pedrão. Sob sua orientação, disputa o Sul-Americano de 1973 saltando 14,75 metros, recorde mundial júnior de salto triplo na época. Em seguida, é chamado para o serviço militar, onde começa a ser treinado por Nelson Pereira. Durante um Troféu Brasil de Atletismo, em Campinas, salta 15,60 metros. Volta a treinar com Pedrão e, com 21 anos, nos Jogos Pan-americanos do México, em 1975, quebra o recorde mundial do salto triplo com a marca de 17,89 metros. O recorde duraria 10 anos.
Com novos treinamentos, João se consagra como o melhor corredor brasileiro nos 100 metros livre e no salto em distância, no qual consegue uma marca de 8,24 metros. Mesmo com problemas de fissura entre a quarta e quinta vértebra, vai aos Jogos Olímpicos de Montreal e consegue um terceiro lugar no salto triplo, com a marca de 16,90 metros. Em 1978, em um torneio na cidade de Bratislava, consegue uma marca próxima de 18,20 metros, que é anulada. Mesmo assim, atinge a segunda melhor marca do mundo (17,45 metros) e leva o ouro. No Pan de San Juan, em 1979, consegue o bicampeonato no salto triplo com a marca de 17,27 metros, e o título no salto em distância com a marca de 8,18 metros.
Nas Olimpíadas de Moscou , em 1980, salta mais de 18 metros mas novamente tem os saltos anulados. Acaba ficando com a medalha de bronze. Dois anos depois, sofre um grave acidente automobilístico e tem a perna amputada, encerrando dramaticamente sua carreira. Morre em 1999 de cirrose hepática, devido problemas com a bebida.


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